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Gestão Universitária

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Mural do Grupo
Rainer Marinho da Costa
Parabéns pelo alto nível da discussão gostaria de contribuir indicando um artigo que escrevi sobre o assunto que pode alimentar a mais ainda o debate:

http://rrconsultoria.wordpress.com/artigos/a-construcao-da-empresa-educacional-a-profissionalizacao-como-caminho-para-construcao-do-pdi-nas-instituicoes-de-ensino-superior-particular-numa-perspectiva-do-planejamento-estrategico/
Qui, 15 de Setembro de 2011 14:59
 
Camila Santos
Boa tarde.

Confiram a entrevista feita com o Prof. Dr. Alexandre Estolano, Reitor da Universidade de Guarulhos que fala sobre o alinhamento entre o Planejamento Estratégico e o PDI - Plano de Desenvolvimento Internacional.

http://www.iesmanagement-ibc.com.br/noticias.html

Abs,
Qui, 28 de Abril de 2011 15:00
 
Carlos Eduardo de Araújo Nogueira
Bom dia.

Esta semana, no clipping, saiu uma matéria falando sobre o nível de inadimplência no ensino superior. A coisa parece estar feia, batendo na casa de 20%.

Inadimplência é mesmo um assunto chato. E evasão é outro. Claro que são duas oportunidades para abordar o assunto aqui e no grupo de IES Management.

Já me debrucei sobre o tema para tentar colaborar com alternativas por onde passo. É possível acabar com a inadimplência? Por que a indadimplência acontece? Por que a evasão acontece? Quais são os vetores que levam a ambos?

Ainda não vi estudos profundos sobre esses dois temas. Até entendo o porquê. Provavelmente porque os dois assuntos são sazonais. Já vi alguns questionamentos do tipo "como pode, se damos um monte de bolsas, aderimos a todos os programas do governo?". Vou contar um caso do qual participei ativamente.

Mais ou menos cinco anos atrás participei de um grupo interno numa das maiores IES privadas da América Latina, que estava buscando formas de atuar sobre os vetores da inadimplência e da evasão. Isso foi antes do IPO, quando a equipe ainda estava motivada para buscar soluções. Na nossa equipe havia uma psicopedagoga muito experiente, inclusive no ensino fundamental, que dizia sempre assim: "o aluno dá sinais, antes de decidir, de que tem algumas coisa errada com ele e com a vida dele". Durante cinco encontros, nos debruçamos e "queimamos o muflo" para levantar todos os vetores e sairmos em busca de verificá-los. Nos dividimos em grupos e por agrupamento de vetores.

Encontramos uma lista bastante extensa de motivos. Eu, particularmente, não estava muito interessado nos motivos. Queria encontrar os "sinais", a que nossa psicopedagoga estava se referindo, para poder atuar sobre eles, antes que o aluno fosse às vias de fato.

Resumindo, o aluno dá sinais claros de que tem coisa errada com ele em sala de aula. E sabe quem é o primeiro a receber a informação? É o nosso querido e amado professor, que não a repassa à coordenação. Os motivos pelos quais ele não faz isso nós também listamos, e todo mundo aqui nesta rede sabe quais são.

O sinal está tão evidente, está na nossa frente todos os dias! O diário de classe é o local onde sabemos como está o aluno. Nossa psicopedagoga estava se referindo ao diário de classe. Nós só compreendemos o que ela queria dizer quando soubemos que ela havia trabalhado mais de dez anos no ensino fundamental. Só para nos relembrar, nos ensinos básico e médio a escola toda está de olho em você. Eles sabem tudo da sua vida e te acompanham, para poder cumprir seu papel como escola. Mas, no ensino superior é diferente. Cada um por si e seja o que Deus quiser. Ou seja, não estamos nem aí para o que está acontecendo com o aluno, a menos, é claro, que ele venha nos procurar.

Para concluir. Criamos um programa de capacitação de docentes e uma nova rotina para eles, para os coordenadores, para a secretaria acadêmica e para a tesouraria... consultoria de graça é como pescar em barril!

Certamente que os procedimentos que vou relatar, alguns de vocês já devem estar adotando. Quando o aluno atinge entre 10% e 15% de faltas (dependendo da quantidade de créditos da disciplina), o professor faz a primeira abordagem, sempre no fim da aula e com "tato de psicólogo". Ele sonda e depois repassa a informação para a coordenação naquele mesmo dia. Os coordenadores receberam um programinha em Access onde cadastravam todas as informações repassadas e as encaminhavam para as psicopedagogas. No Centro de Apoio Psicopedagógico foram criados alguns programas permanentes, e de procura espontânea, com atividades planejadas para o aluno "se soltar". E as psicopedagogas faziam também abordagens diretas, quando a situação estava mais crítica. Para a tesouraria, também criamos uma sub-rotina no programa financeiro, de modo que o coordenador fosse avisado quando do não pagamento da segunda boleta, atrasada mais de 10 dias. Neste caso, o aluno era chamado no CAP e as psicopedagogas trabalhavam para encontrar os motivos e os repassavam para os coordenadores e daí para cima, em busca de soluções.

Na secretaria acadêmica, criamos um "bate-e-volta" com os coordenadores, tipo corrida de obstáculos, para dificultar ao aluno trancar o curso sem que tomássemos conhecimento.

Depois de um trabalho de quase dois semestre, colheu-se o resultado: em 2004.1, a inadimplência estava na casa de 12% e o pacotinho evasão/trancamento/transferência estava em 9%. Em 2004.2, a inadimplência havia caído para 10% e o pacotinho para 8%. Mas, em 2005.1, a inadimplência havia baixado para 7% e o pacotinho para 5%. A instituição também ajudou, criando várias alternativas de pagamento, bolsas de diversos tipos, criou programas de emprego e recoloção profissional, estágio remunerado e uma série de outras ações.

Uma literatura que me ajudou muito a compreender esse universo das IES foi "Nos bastidores da Disney", de Tom Connellan, Ed. Futura. Quem já teve a oportunidade de ler vai se lembrar dos "multiplos postos de escuta". Quem não leu, fica a dica.
Qui, 14 de Abril de 2011 05:17
 
Carlos Eduardo de Araújo Nogueira
Ainda não descobrimos um modelo de gestão ideal para nossas IES.

Acho bastantes interessante a troca de experiências entre as empresas e as IES, e isso tem acontecido com a colaboração de consultorias empresariais, cada vez mais acessadas.

Concordo com as três visões (da Erika, do Marcus e do Wille) e só acrescentaria um aspecto: "casa de ferreiro, espeto de pau". Temos docentes muito competentes no mundo empresarial, mas que colaboram pouco com suas instituições.

Por que temos que buscar lá fora, se podemos construir aqui dentro? Por que pagamos caro por consultoria, quando nossos colaboradores poderiam se engajar nisso? É claro para mim que as respostas a essas perguntas vão passar por "política" e "cultura organizacional". Santo de casa não faz milagres!
Sex, 08 de Abril de 2011 15:27
 
Erika Marques
Já atuei na Direção de uma IES participante de uma rede fortíssima no mercado, uma local com fins lucrativos e também em uma confessional e na realidade acho que o interessante mesmo seria uma boa composição de várias características presentes de maneira mais consistente em cada modelo de gestão. Não podemos negar que em toda empresa com fins lucrativos, obviamente como o próprio nome já explicita, deve-se ter lucro. Porém o fato em si ao contrário do que muitos pensam, não é o verdadeiro vilão e sim, o pareceiro para um ensino de qualidade quando bem planejado e articulado. Em meio às grandes concorrências de mercado, é necessário e salutar tratar as IES como empresas e cuidar permanentemente de sua saúde financeira. Atender bem o "cliente", dar informações, prestar serviço de qualidade e acompanhar e prestar sempre assistência durante a eterna garantia do seu produto (egressos) deveria ser o início para o bom planejamento e a mola mestra de uma grande mudança no marasmo e na burocracia gratuita de muitas IES que ainda teimam em sobreviver.
Gestão profissional e dinheiro no bolso não fazem mal a niguém...
Carlos Eduardo de Araújo NogueiraCarlos Eduardo de Araújo Nogueira em Sex, 08 de Abril de 2011 18:19

Bastante ponderada a sua posição.

Ter, 29 de Março de 2011 17:18
 
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