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Escrito por Hildelano Delanusse Theodoro   
Qua, 08 de Junho de 2011 00:00

Com um discurso de gestão eficiente e de austeridade governamental, o governo de Dilma Rousseff apresentou para a população brasileira um redimensionou das contas públicas em um corte orçamentário ao redor de R$ 50 bilhões de reais. Este tem influência direta em vários setores da cadeia produtiva nacional, na definição do salário mínimo, concursos públicos, etc (segundo a própria ministra da pasta de Planejamento, Miriam Belchior) e já define sob novos parâmetros os fluxos de intervenção do erário público e privado.



Se por um lado esta medida pode ser vista como uma resposta às pressões setoriais diversas, principalmente do campo industrial, para conter a alta dos seus custos operacionais e de investimento, por outro lado esta redimensão no orçamento público da União nos traz de volta à realidade da gestão pública de forma bem diferente da enunciada durante o período eleitoral.

Neste, e durante todos os meses entre o fim de 2009 até novembro de 2010, o pronunciamento da base governista foi na direção de se criar um cenário (agora verificado como ilusório até certo ponto) de evolução da economia nacional e de fomento amplo de produtos negociados, atrelada a taxas cambiais que não poderiam ser sustentadas no longo prazo. Isto fez com que o país obtivesse um crescimento de sua balança comercial para patamares acima de sua estrutura física, finaceira e política.

Feitas as contas dos blocos ministeriais e dos acordos políticos estabelecidos para a governança institucional de início de mandato, o novo governo assume agora a postura de um choque de gestão (já adotada em vários estados brasileiros, principalmente Minas Gerais e São Paulo) para tentar dar conta de sua agenda assumida.

O problema, porém, é que seu próprio público, eleitor ou não, tende a se sentir mais uma vez ludibriado ou ao menos desinformado sobre a real situação do país neste início de ano e a acreditar cada vez mais que as notícias de bastidores do posicionamento centralizador de Dilma sejam autênticas. Não só pela postura de afirmação para a recondução do petista Cândido Vaccarezza para a liderança governista na Câmara dos Deputados, de forma a dar o suporte de articulação e decisão ao seu novo pacote de ações, ou também pela busca recorrente ao aperfeiçoamento da máquina pública no que tange ao setor fiscal e operacional, a recém governante dá cada vez mais o tom de seu perfil de gestão.

Resta agora saber se essa gama de cortes públicos, bastante complexa segundo vários analistas econômicos (visto que depende de constante fiscalização pública e governamental sobre os gastos de custeio, além dos já citados ajustes de mercado) será de verdade implementada nos próximos meses de governo, e também de como iremos lidar com o constante conceito de eficiência funcional oriundo da iniciativa privada dentro da esfera pública, tal como indica o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Sonhar com a efetivação desta proposta e pretensa austeridade institucional e acordar com o mundo real dos obstáculos políticos e sociais talvez seja mais uma vez o caminho a ser superado.

 
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