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Edições Anteriores 278 Capitalismo e Corrupção 1 x 0 Educação
Capitalismo e Corrupção 1 x 0 Educação PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Wolmer Ricardo Tavares   
Qua, 22 de Junho de 2011 00:00

O capitalismo tem suas vantagens e também desvantagens, mas o intuito aqui não é explorar todas as informações no que tange esse sistema de mercado, e que tem como base a exploração do homem pelo homem, além da força de trabalho em mercadoria, acumulação de capital, propriedade privada, e muitas outras coisas, que podem ser resumidas em apenas três: lucro, lucro e lucro. Uma maneira de se aumentar o lucro é fazendo o custo ficar cada vez menor, e essa equação implica na variável trabalhador. Ele receberá o mínimo a ser pago por qualquer capitalista, pois existem vários “profissionais” precisando de empregos, e apesar da situação estar ruim, percebe-se que ela ainda poderá piorar, então, o profissional sujeita-se a um baixo salário e tenta encontrar outros pequenos salários para complementar a sua renda familiar.



O  estranho é que não estamos falando nada de anormal para o professor. É assim que o educador tem feito, com a desvalorização de sua profissão, ele vende sua dignidade por uma ajuda de custo, pois professores na sua maioria, não tem salário, tem ajuda de custo1. Muitos ainda fazem o trabalho de amigos da escola, ou seja, executam funções e lecionam aulas além das sua carga estabelecida. Obviamente, o fato de se fazer ou não funções extra-curriculares, irá interferir em sua avaliação de desempenho e muitos diretores veem isso como fator importante, sem se prender na função de cada profissional na escola, pois educador são os professores, pedagogos, e todos que estão envolvidos no processo ensino-aprendizagem e que sofrem com essa coação.

Está previsto que 60% do FUNDEB2 deve estar destinado a pagamento de professores, coordenadores e diretores e os outros 40% ficam destinados a salários e cursos, reformas, bens e serviços, material e transporte, estatísticas, atividades meio (tudo que promove a educação), crédito (pagamentos de empréstimos feito pelas escolas). Isso são coisas que o governo e a prefeitura devem fazer, ou seja, aplicar de maneira lícita o que é repassado pelo Governo Federal e que sai através dos impostos que o cidadão paga. Mas alguns políticos e gestores fazem justamente o que não se pode, e como muitos desses políticos e diretores tem raízes profundas com a corja de bandidos e maus políticos que vieram povoar e explorar o Brasil, quando não extraviam o dinheiro, utilizam deste recurso para promoverem a si mesmo, ou seja, aplicam de maneira que a comunidade fique sabendo, como assistencialismo (auxilio a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, desportivo ou cultural), administração pública (formar funcionário público que não seja da educação), pesquisas externas, saúde (assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica e outras formas de assistência social, obras externas e desvio de função (pagamento de salário de educador que não ocupa o cargo devido dentro da escola – professor que atua como coordenador pedagógico, etc).

O fato é que a educação poderia estar melhor do que está, mas os envolvidos nesse sistema corrompido e corruptor vendem uma propaganda que nem eles acreditam, tanto que estes não tem seus filhos nas escolas públicas. Muitos fazem discursos vazios, gráficos mascarando a realidade de uma educação quase falida e com ótima oratória mesclada de hipocrisia, pois eles sabem que o povo por ser ignorante no que tange essas leis, acaba acatando o que é falado por eles que tem uma boa oratória e convencem essa massa alienada e isso inclui alguns professores, pois se soubessem o valor que é passado pelas prefeituras, poderiam pleitear por salários mais dignos.

Alguns prefeitos, fazendo de artimanhas políticas, jogam uma classe contra a outra, ou seja, “para eu dar aumento aos professores, tenho que dar aumento ao funcionário público”, mas uma coisa não implica na outra, pois são fundos diferentes, mas como não pode dar o salário para todos, mais uma vez, o professor é posto a margem e a educação fica como algo secundário.

O dinheiro que é distribuído pelo FUNDEB3 é utilizado por alguns governos com produtos que realçam ainda mais o seu mandato, ou seja, oferecem produtos que a comunidade possa ver e fazer ligação a uma boa gestão, enquanto isso, a verdadeira educação, fica sempre como um fator secundário, com salários desvalorizados, baixo autoestima dos profissionais, aumento da síndrome de Burnout, dentre outros problemas, e que vem a reforçar os feitos dos maus educadores que insatisfeitos, ao invés de lutarem para uma mudança, se acomodam e fingem estar doentes, choram, descabelam, fazem cenas perante os médicos para ganharem alguns dias de licença, lesando não só o sistema, mas privando o educando de uma boa educação e reforçando ainda mais os problemas que a educação brasileira passa.

Poucos governos e/ou prefeitos fazem bom uso do FUNDEB. Aqui segue um bom exemplo. Na cidade de Coronel João Pessoa/RN o prefeito paga o 14º salário aos professores4. O intuito aqui não é fazer propaganda política, visto que sequer estamos em ritmo de eleição, mas mostrar que se acontece nessa pequena cidade, porque não em outras que tem uma verba muito maior, verba essa que vem além do FUNDEB.

Todo trabalho tem a sua importância, mas não há com mensurar a contribuição do professor na formação de vários profissionais, todos passam pela mão do Professor. Hoje o seu desafio é sempre constante, ainda mais pela maneira como se porta um discente em sala de aula. O professor simplesmente não consegue dar a sua aula e os pais, por que não dizer na sua grande maioria, não matricula mais o filho na escola, apenas se livra dele por alguns instantes. Somam-se a isto, as más condições de trabalho e às vezes atrasos salariais. (http://rafaelfernandesrn.blogspot.com/)

O dia que nos conscientizarmos de nossa importância para um desenvolvimento autossustentável do país e de nossos educandos, e não nos sujeitarmos a esse ímpio salário, nos reunirmos, e elegermos políticos comprometidos com a cidadania de seu povo e uma educação de qualidade, conseguiremos novamente fazer com que muitos professores voltem a ter orgulho dessa profissão. 1Ajuda de custo no sentido das exigências de suas qualificações acadêmicas e um pagamento divergente. Um professor em termos de mercado, chega a receber quase um mesmo que um auxiliar de pedreiro que não exige sequer escolaridade, e professor na sua maioria tem curso superior, alguns com pós-graduação lato e stricto sensu.

2FUNDEB - O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação

3 Para saber mais detalhes sobre FUNDEB, vide http://revistaescola.abril.com.br/swf/animacoes/exibi-animacao.shtml?fundeb/fundeb.swf

4 Para mais informações vide http://rafaelfernandesrn.blogspot.com/2011/01/prefeito-paga-decimo-quarto-salario.html

Fuente: http://www.fatoreal.com.br/index.php?l=dm_sis_noticia/act_ver&cod=10246&cod_tipo=3

 
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