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Empatia e o Efeito Caracol parte I – A atenção. PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Instituto Eckart   
Qua, 16 de Novembro de 2011 00:00

Um dos nossos campeões, o grande Mike Tyson tinha um soco que pesava em torno de 120 quilos de potência, nada que se possa comparar a ferocidade de uma patada de um tigre que é capaz de matar um búfalo com uma patada. Se não fosse nossos automóveis ou aviões nem chegaríamos perto do leopardo que atinge a velocidade de 120 Km./hora. Seguido pela gazela da Mongólia com 100 Km./h.

O escaravelho rinoceronte, Oryctes Nasicornis, que vive na Europa por ser capaz de suportar em seu dorso um peso 30 vezes maior que o seu próprio durante uma hora, é o animal mais forte do mundo. As organizações esqueceram que seres humanos não se destacam no reino animal por serem mais rápidos, especialmente fortes ou resistentes, mas uma coisa é certa: somos campeões em compreender um ao outro, o que em outras palavras é estar em empatia com outros seres humanos.

 

O conceito de empatia foi descortinado no início do século, mais precisamente pelo pesquisador e filósofo alemão Theodor Lipps (1851-1914). O filósofo quando relacionou a expressão se dirigia para a relação existente entre artista e o expectador quando ele se projeta na obra em que está lendo, assistindo, ouvindo, enfim, compreende aquele mundo pertencente ao seu mundo. É nesse quesito que somos diferenciados, pois através da empatia se dá a nossa aprendizagem. Isso é muito próximo de todos nós. Basta recordar de alguma palestra que não tivemos empatia com o palestrante e pronto. Pouco desfrutamos dos seus conhecimentos.  Sem empatia é impossível a interação, como bem pensou Theodor Lipps, uma projeção entre aquele que comunica e o que é impactado pela comunicação.

Um dos muitos atributos da empatia está na atenção. Esse um milhão de atividades, e-mails que se acumulam na nossa caixa de correspondência, pilha e mais pilhas de documentos sobre a nossa mesa, aquelas 24 horas que poderiam ser 36 e mesmo assim faltaria tempo, nos transformaram seres desatentos. Temos nos tornado um motor de Ferrari num Fusca 66.  Sem atenção deixamos de compreender que a vizinha ao lado já engravidou, já teve o nenê e o nenê já está andando. Deixamos de compreender que a construção que estava no nosso caminho já é um condomínio horizontal e por ali passaram centenas de profissionais. Sem falar da vida bem próxima como o crescimento dos filhos, o jantar com aquele que amamos, o processo de depressão que possa estar passando algum de nossos pais em razão da aposentadoria.

“Weisinger (2001) pontua que, as emoções são poderosas, determinando muito mais do que se imaginam, as decisões e ações humanas. As emoções guiam o ser humano quando enfrenta desafios, provações e tarefas demasiadamente importantes para serem deixadas apenas a cargo do intelecto ou da razão. Situações de dor, perigo, perda, a persistência em uma meta ou ideal, a decisão de ter um filho, as mudanças, enfim, exigem que as emoções se manifestem e participem ativamente”.

Devemos nas organizações cuidar disso com mais relevância, não é pura coincidência que pesquisa aponta as principais causas dos acidentes nos canteiros de obras. Estudo encomendado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, que falta de atenção responde por 73,39% das ocorrências.  Quer dizer, faltou empatia com o que estavam fazendo. Esse número é um mapa também de outras tantas atividades e nos expõe que cada vez nos dedicamos menos a nos compreender e a compreender os outros. Quando isso acontece nos machucamos emocionalmente e fisicamente.

A psicologia e a Neurociência abordam a questão da Empatia como IE (Inteligência Emocional) para fins de estudos, geralmente é dividida em dois grupos: a cognitiva e a afetiva. A primeira relacionada a nossa capacidade de compreender como o outro se inclui com suas perspectivas em nossas perspectivas e a segunda relata como conseguimos compreender que nossas reações emocionais estão conectadas e sofrem e causam impacto com todas as experiências que temos com o outro. O primeiro passo para sair dessa casinha só nossa e compartilhar uma vida em cooperação é compreender que quando nos inclinamos a ser atenciosos a principal pessoa que estamos compreendendo somos nós mesmos. “Compreender nossos sentimentos é compreender nossa reação ao mundo que nos circunda”. (David Viscott)

Então para evitar acidentes a primeira dica é exercitar a empatia – Bom dia não basta, veja, sinta e preste atenção se o outro está bem, um bom exercício para verificar se você está bem!

Paulo Ricardo Silva Ferreira

Gerentes na Trincheira – Parte IIIEducador Facilitador. Presidente do Instituto Eckart Desenvolvimento Humano e Organizacional. Doutorando em Ciências Empresariais pela Universidade de Leon/Espanha, administrador de empresas, curso de psicologia, pós-graduado em administração hospitalar. Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação. Consultor em estratégia empresarial, desenvolvimento organizacional (DO), comportamento, mudança intervencionista e inteligência empresarial da Eckart Consultoria. Presidente da Fundação dos Administradores do Rio Grande do Sul. Palestrante nacional destacado pela abordagem multidimensional das organizações, abordando temas como valores humanos, ética, comportamento e desenvolvimento humano continuado e pensamento estratégico.

Redator: Sander Machado

Profissional de comunicação, redator. Coordenador do Núcleo Celebração do Instituto Eckart. Diretor Criativo da ILê Comunicação. Entre outros prêmios já conquistou Top Nacional de MARKETING ADVB, ESPM/RS, Mérito Lojista, ANAMACO e Central Outdoors.

Formação em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, Antropologia, mestrando da Psicologia Social.

 

Autor deste artigo: Instituto Eckart - participante desde Qua, 06 de Julho de 2011.

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