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Escrito por Hildelano Delanusse Theodoro   
Qua, 14 de Dezembro de 2011 00:00

A internacionalização do ensino

O fato de o Brasil ser hoje considerado um dos países com maior destaque nos campos econômico e social, por conta de mudanças estruturais ocorridas há pouco tempo, não o tornou ainda, porém, um expoente no campo da internacionalização do ensino.

E, tendo por base algo em torno de 70% de sua oferta de vagas no ensino superior pertencente ao setor privado, tal assunto, enquanto campo de investimento e desenvolvimento, não deve, nem pode mais ser ignorado. Isso coloca uma série de questões de ordem administrativa, de forma a orientar a posição dos gestores das instituições de ensino superior (IES) na direção da participação em redes internacionais de cooperação, o que minimizaria o problema.

 

Atualmente, identifica-se que há uma demanda reprimida de longa escala para formar mão-de-obra especializada e de conhecimento técnico e social de responsabilidades complexas em vários (ou quase todos) campos de formação.  Seja para lidar com projetos públicos (de todas as esferas)ou privados, seja  para estruturar propostas de sustentabilidade ou de planejamento, dentre outras, a experiência internacional, aliada aos preceitos educacionais e profissionais bem-estabelecidos, tem potencial de efetividade (de modificar as realidades) muito alto.

Agregado a essa perspectiva, encontra-se também o cenário de expansão do mercado de trabalho no Brasil, onde, somente em 2010, houve uma abertura da ordem de quase 3 milhões de novos empregos em várias áreas de atuação, em diversas regiões. De forma direta, isso pode significar uma grande oportunidade para a abertura de novos cursos, projetos, bolsas de estudo e afins, tanto para os próprios brasileiros, como para seus parceiros profissionais, que podem ver (e, correntemente, relatam) no país enormes possibilidades de negócios.

No entanto, olhando a questão por um outro lado, o que se constata é que as IESs ainda estão tímidas (por não terem nem experiência nem um quadro gabaritado para tanto) ou temerárias (pois não sabem quando, onde e com quem investirem e se assessorarem nesta temática). Certamente que existiriam caminhos a serem propostos e seguidos por essas instituições, provavelmente por meio do aprimoramento de seus setores de comunicação e negócios; da criação de programas consistentes de mobilidade docente e discente; e da definição do tipo de posicionamento que se deseja estabelecer no mercado internacional (segmentado; de larga escala; científico; profissionalizante, etc.).

Todas essas opções e outras que surgirem adiante têm em comum o fato de que a importância da internacionalização do ensino parte, por si só, de um mérito que valeria a pena ser aprofundado: o de gerar a possibilidade de se pensar diferente, de se criar inovação em um panorama tão complexo como o do mercado brasileiro que, ao mesmo tempo, é cada vez mais reconhecido como dotado de oportunidades únicas. Perder esse momento e essa viabilidade pode ser um momento difícil de ser recuperado pelo setor educacional mais adiante.

Hildelano Delanusse Theodoro

Sociólogo e Professor - (Faculdade Arnaldo)

 
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